Para pensar .... Reflexão

Querer ser você .


Adianto que isso é uma opinião pessoal baseada na minha experiência somente. São sensações e atitudes que tenho ou que observo em outras pessoas .
Normalmente comigo acontece desta maneira:

. Tenho uma certa atitude.

. Me sinto idiota por agir daquela maneira , sei que deveria agir diferente ou penso que o certo serial fazer de outra forma.

. Me convenço que sou melhor que isso e que não é desta maneira que quero agir e minha postura tem que ser outra. Pronto sei que nao acontecerá de novo e acabarei com este ciclo vicioso.

. Faço tudo de novo e me sinto mais idiota ainda.

Ficou confuso?

Se eu pudesse resumir,  seria como se eu imaginasse como eu deveria agir ou como eu gostaria de agir em diversas situações . Seria como eu gostaria de ser, o meu ideal, mas acabo sempre agindo diferente do que gostaria.

Fico tentando fazer uma analise do porque ocorre isso, porque deste ciclo interminável e repetitivo, cheguei a algumas conclusões:

Dificuldade de sair da zona de conforto emocional e ser você, independente da opinião dos outros ou das consequências, que muitas vezes é maior na nossa cabeça do que na realidade.

Medo de aceitar que as incertezas fazem parte do crescimento e que se você nao ser a pessoa que gostaria será eternamente frustrado.

Acho que na vida em todos os aspectos, seja no lar, no trabalho ou em qualquer outro setor temos que encontrar nossa musica e canta-lá aos quatro ventos, pois preso vamos esquecendo de cantar e aos poucos vamos esquecendo da musica.

Achei um texto que reflete isso.

Ainda bem que o tempo passa! Já imaginou o desespero que tomaria conta de nós se tivéssemos que suportar uma segunda feira eterna? A beleza de cada dia só existe porque não é duradoura. Tudo o que é belo não pode ser aprisionado, porque aprisionar a beleza é uma forma de desintegrar a sua essência.

Dizem que havia uma menina que se maravilhava todas as manhãs com a presença de um pássaro encantado. Ele pousava em sua janela e a presenteava com um canto que não durava mais que cinco minutos. A beleza era tão intensa que o canto a alimentava pelo resto do dia.

Certa vez, ela resolveu armar uma armadilha para o pássaro encantado. Quando ele chegou, ela o capturou e o deixou preso na gaiola para que pudesse ouvir por mais tempo o seu canto.

O grande problema é que a gaiola o entristeceu, e triste, deixou de cantar. Foi então que a menina descobriu que o canto do pássaro só existia porque ele era livre. O encanto estava justamente no fato de não o possuir.

Livre, ele conseguia derramar na janela do quarto a parcela de encanto que seria necessário, para que a menina pudesse suportar a vida.

O encanto alivia a existência! Aprisionado, ela o possuía, mas não recebia dele o que ela considerava ser a sua maior riqueza: o canto!

Fico pensando que nem sempre sabemos recolher só encanto. Por vezes, insistimos em capturar o encantador, e então o matamos de tristeza.

Amar talvez seja isso: ficar ao lado, mas sem possuir. Viver também.

Precisamos descobrir, que há um encanto nosso de cada dia que só poderá ser descoberto, à medida em que nos empenharmos em não reter a vida.

Viver é exercício de desprendimento. É aventura de deixar que o tempo leve o que é dele, e que fique só o necessário para continuarmos as novas descobertas.

Há uma beleza escondida nas passagens. Vida antiga que se desdobra em novidades. Coisas velhas que se revestem de frescor. Basta que retiremos os obstáculos da passagem. Deixar a vida seguir.

Não há tristeza que mereça ser eterna. Nem felicidade. Talvez seja por isso que o verbo dividir nos ajude tanto no momento em que precisamos entender o sentimento da tristeza e da alegria.

Eles só são suportáveis à medida em que os dividimos.
E enquanto dividimos, eles passam, assim como tudo precisa passar.

Não se prenda ao acontecimento que agora parece ser definitivo. O tempo está passando… Uma redenção está sendo nutrida nessa hora…

Abra os olhos. Há encantos escondidos por toda parte. Presta atenção. São miúdos, mas constantes. Olhe para a janela de sua vida e perceba o pássaro encantado na sua história.

Escute o que ele canta, mas não caia na tentação de querê-lo o tempo todo só para você. Ele só é encantado porque você não o possui.

E nisto consiste a beleza desse instante: o tempo está passando, mas o encanto que você pode recolher será o suficiente para esperar até amanhã, quando o pássaro encantado, quando você menos imaginar, voltar a pousar na sua janela.

Padre Fábio de Melo”

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