Para pensar .... Reflexão

Geração Lexotan ou Ansiolíticos (Diazepam – ‎Clonazepam – ‎Alprazolam – ‎Bromazepam) para os mais modernos.

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Decidi escrever sobre este assunto pois ele apareceu com força a minha realidade, comigo ( ou não ) e pessoas muito próximas. Esta era uma coisa tratada como tabu, já hoje vejo as pessoas tomando remédio como se fosse um simples Tylenol, será que é a idade? Minha geração? O mundo atual? Ou algo no comportamento das pessoas atualmente?

Para tentar entender fui buscar no querido Google algumas definições.

Depressão
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

“O transtorno depressivo maior, também chamado de perturbação depressiva major em Portugal, é um transtorno psiquiátrico que afeta pessoas de todas as idades. Caracteriza-se pela perda de prazer nas atividades diárias (anedonia), apatia, alterações cognitivas (diminuição da capacidade de raciocinar adequadamente, de se concentrar ou/e de tomar decisões), psicomotoras (lentidão, fadiga e sensação de fraqueza), alterações do sono (mais frequentemente insônia, podendo ocorrer também hipersonolência), alterações do apetite (mais comumente perda do apetite, podendo ocorrer também aumento do apetite), redução do interesse sexual, retraimento social…”

“O transtorno depressivo maior diferencia-se do humor “triste”, que afeta a maioria das pessoas regulamente, por se tratar de uma condição duradoura (a maior parte do dia, quase todos os dias, pelo menos 2 semanas), de maior intensidade ou mesmo por uma tristeza de qualidade diferente da tristeza habitual, acompanhada de vários sintomas específicos e que trazem prejuízo à vida da pessoa. A distimia é um outro tipo de transtorno depressivo caracterizado por sintomas de menor intensidade, mas com caráter bastante crônico (a maior parte do dia, quase todos os dias, pelo menos 2 anos). Ou seja, depressão não é tristeza. É uma doença que precisa de tratamento.”

(http://pt.wikipedia.org/wiki/Depressão_nervosa)

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Ok , acho que todos que conheço são depressivos, claro! Quem hoje casado, com filhos, prestações e um emprego com metas não sente tudo isso acima? Se isso é depressão acho que também estou passando por um período de depressão.

Agora, não quero entrar no mérito do grau de depressão de cada um, tenho certeza que cada caso é um caso, e muitos precisam de um acompanhamento medico e medicações que ajudem a recuperação e o tratamento, já outros conseguem superar de outra maneira.

Porque será que chegamos neste ponto? A cada conversa que escuto é troca de receita medica, é indicação de remédios para dormir, remédios para acordar, remédios para euforia, que mundo é este? Onde chegaremos? A culpa é nossa? Ou será uma causa maior? Voltei ao meu querido Google para ver as possíveis causas de tanta angustia e tristeza.

“As causas da depressão são inúmeras e controversas. Acredita-se que a genética, alimentação, stress, estilo de vida, rejeição, problemas na escola e outros fatores estão relacionados com o surgimento ou agravamento da doença.”

“As pessoas que já experimentaram períodos de depressão relatam um acontecimento estressante como o fator precipitante da doença. A perda recente de uma pessoa amada é o fato mais citado, mas todas as grandes perdas (e mesmo as pequenas) causam um certo pesar…..”

” Acontecimentos traumáticos, como a perda súbita de um ente querido, ou mesmo eventuais mudanças de cidade, podem causar uma depressão profunda, sendo necessário um longo período de recuperação. A maioria das pessoas supera este estado sem se tornar cronicamente deprimida……”

“Dentre os fatores psico-sociais causadores de depressão, problemas relacionados à convivência e relacionamento no ambiente de trabalho também têm fundamental importância para o desenvolvimento da doença em questão.”

“Para o behaviorismo um dos fatores correlacionados com a depressão é o desamparo aprendido, que é a diminuição de comportamentos saudáveis resultante de várias punições que aconteciam não importando o que o indivíduo fizesse …”

“Alterações nos níveis de neurotransmissores (principalmente serotonina, acetilcolina, dopamina, adrenalina e noradrenalina) relacionam-se à susceptibilidade para depressão.”

“Evidências neurobiológicas mostram uma forte relação entre depressão com transtornos de ansiedade. Aproximadamente 85% dos pacientes com depressão tem sintomas de ansiedade significativos e 90% dos pacientes com transtornos de ansiedade experienciam depressão em algum momento.”

É isso, formula magica – (estresse ao quadrado elevado a ansiedade a sétima potência + habito sedentários ) = Depressão.

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E o que fazer? Esta é a pergunta do século .

Eu acredito que rever os valores é um começo , ver o que hoje é realmente importante na sua vida, adquirir hábitos saudáveis e viver cada dia como se fosse único é uma saída, é fácil? Não!

Uma vez li em um livro que nosso cérebro é como se fosse uma geladeira, estamos o tempo todo colocando coisas dentro, algumas são consumidas imediatamente, outras ficam esquecidas lá no fundo, as vezes restos e as vezes alimentos inteiros. Se não olharmos com freqüência, não arrumarmos e limparmos o que não presta mais ,fica insuportável o cheiro e a bagunça, correto?

Nossa cabeça funciona da mesma forma,portanto faça uma limpeza, jogue fora aqueles pensamentos, hábitos que não prestam, deixem somente o que for saudável , tire os restos e as coisas estragadas que te fazem mal.

Metade
(Caroline Bespalec)

“Não passe sua vida sendo metade do que deveria ser. Sonhos podem sim se realizar. Nunca se subestime. Lute pelo que é correto. Guardar sentimentos dentro de nós só nos deixa doentes. O amor bate em nossas portas de maneiras e formas diferentes. Amar demais nunca é demais, amar de menos é demais. É necessário ouvir a voz do coração. Honestidade é tudo. O caráter é essencial. Abra os olhos para as coisas que realmente importam, descarte o restante. São poucos os que você pode depositar sua confiança, mas esses poucos estarão sempre com você e de uma forma ou outra devem sempre ser lembrados. Não faça da rotina um estilo de vida. Busque novos horizontes. Faça novas descobertas. Ás vezes é preciso mudar. E o mais importante: seja sempre você, e não passe sua vida sendo metade do que deveria ser.”

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9 comentários em “Geração Lexotan ou Ansiolíticos (Diazepam – ‎Clonazepam – ‎Alprazolam – ‎Bromazepam) para os mais modernos.

  1. Ah, gostei tanto da sua página e agora esse post… fiquei chateada.
    Vi uma entrevista com o psiquiatra Valentin Gentil Filho, em que é perguntado se ele não se preocupa com a medicação excessiva (talvez desnessária) que alguns psiquiatras receitam, ao que ele responde: não, porque tem mais gente que precisaria de tratamento e medicação e não recebe do que gente que toma remédio demais. A entrevista é ótima e explica muito melhor do que eu tentei colocar aqui.
    O stress é parte intrínseca de nossas vidas modernas, e poucas pessoas tem o amadurecimento necessário para fazer boas escolhas e lidar com os problemas afetivos, financeiros, etc. Algumas pessoas procuram a meditação para se acalmar, outras a medicação. Tenho um colega que trabalha demais, é super estressado, fuma muito, e obviamente tem problemas para dormir. Ele toma remédios para dormir. Se não tomasse a vida dele seria insuportável. Não estou defendendo remédios, é a vida que ele escolheu. Mas sinceramente eu fico feliz que ele tenha “caído em si” e decidiu mudar completamente de emprego para viver mais tranquilo. Isso é amadurecimento. Cada pessoa tem o seu tempo de amadurecer.
    E você dizer que todo mundo que vc conhece é depressivo… poxa vida! Talvez as pessoas não estejam felizes em seus casamentos, trabalho, vida, mas você pensa nisso com tristeza o dia inteiro? No café da manhã, na viagem pro trabalho, durante o trabalho, durante o almoço, durante as pausas, na hora que chega em casa e vê a família, nos finais de semana, e isso durante meses? Essa tristeza que atrapalha a vida, suga a sua energia, cansado demais para fazer coisas que antes gostava como ver um filme, conversar com amigos? Que leva ao isolamento, angústia diária? Se todos os seus amigos sentem isso então sim, todos estão depressivos!

    1. Desculpe acho que me expressei errado, veja no final do Post o que falo, na verdade eu sou a pessoa mais otimista do mundo, neste post quis somente expor a impressão que tenho que no mundo de hoje chegamos a um ponto de cobranças, que a carga ficou pesada, e consequentemente a corrida as ” bulas ” aumentaram e com isso as conversas sobre o assunto se multiplicam. Você vera que ao longo dos posts minha posição sobre varios aspectos da vida e verá, que acredito na simplicidade das coisas e a felicidade acima de tudo. Um grande abraço e me sinto lisonjeado por ter lido e expressado sua opinião, volte sempre.

  2. Ninguém é feliz o tempo todo. Ninguém deveria se sentir infeliz o tempo todo. É bem diferente ter momentos de infelicidade e não ter momento algum de alegria. Quando uma pessoa não sorri mais com o que antes a fazia vibrar, pode ser que algo esteja muito errado. Não ter mais alegria com o cachorrinho, com os filhos, com os irmãos. Não se importar de estar sujo, preguiça de tomar banho, de comer, de acordar, de viver. Essa infelicidade persistente e forte pode ser consequência de escolhas do modo de vida, de hipocrisia, de não se aceitar? de traumas da infância, de odiar seu trabalho, de ter um sonho de virar astronauta, cantor, piloto? Acho que sim. Mas quando não se tem vontade de respirar, fica difícil realizar a faxina na sua vida e assumir sua verdadeira natureza. Remédio não muda as escolhas que você fez, mas devolve um pouco a vontade de viver, mostrando que a mudança talvez valha a pena. Todo mundo sente um bocado de tristeza. Isso aí é outra coisa. Coisa mais maravilhosa do mundo é acordar, respirar fundo, sentir gratidão pela vida e à noite conseguir dormir, isso tudo sem remédio algum. A meta da medicação (junto com o tratamento que deveria acontecer concomitantemente – terapia? atividade física? meditação? whatever works for you) é reabilitar a pessoa pra que um dia se sinta assim sem ela.

  3. Sorry, mas Dr. Google não responderá tds as suas respostas. Para esse post, vc deveria ter consultado uma pessoa depressiva, ou que já passou por isso.
    Realmente, a descrição dada faz parecer que tds as pessoas que conhecemos são depressivas! Quem nunca passou por aquelas situações, não é mesmo? Mas existe uma linha muito tênue. Posso falar por experiência própria: na depressão, vc não quer sair da cama, nem pra fazer coisas que vc gostava, tem uma força muito sinistra que te impede de fazer qualquer coisa. Imagine fazer as coisas QUE VC NÃO GOSTA. Parece que vc é seu próprio obstáculo. Mesmo a causa de depressão vindo de fatos externos (ex.: morte de parentes) vc se culpa. Eu tenho uma família linda, saúde física, estudei em escolas boas, nunca passei por dificuldades mas nada, ABSOLUTAMENTE NADA disso influi no seu estado. Vc repete essas informações para sí mesmo e como é abençoado por te-los, mas mesmo assim, preferia estra morto. Existe um vazio imenso a ser preenchido e muitas vezes o depressivo nem sabe O QUE É. Vc passa a pensar “e se eu ganhasse 5 milhoes amanhã? Iria desistir de me matar?”. Temporariamente, sim, mas todo depressivo sabe que se não se curar, esses 5 milhões não fazem a mínima diferença, e vc vai ficar doente de novo. O impacto que meu suicídio causaria na família é o principal fator de eu não ter me matado, e a covardia, o medo tb. Pra horror dos terapeutas e psiquiatras, eu odiava qualquer remédio. Primeiro por causa dos efeitos colaterais (o meu me deixava um robo, nem feliz, nem triste). Segundo porque é um ponto de vista muito mecanico pra se tratar uma coisa tão complexa. E, é claro, a jogada das farmaceuticas, que vão fazer qualquer coisa pra vender seu veneno. Odiava também a terapia. Fui para 3 “profissionais” diferentes, mas a ideia deles era sempre a mesma: transformar vc em um perfeito robo, a partir de ideias concebidas por pesquisadores de outros países e de outras épocas, jogar a receitinha do bolo em td mundo e formular sua mente pra acreditar nela. E vc passa a acreditar mesmo. Passa a acreditar que o remédio faz efeito, e que a terapia funciona. SUA PRÓPRIA MENTE CONSTRÓI MENTIRAS E VC ACREDITA NELAS, seu terapeuta te ajuda neste “processo criativo”. Mas o vazio está lá, firme e forte. E dai você cai em sí, vê que é tão covarde ao ponto de acreditar nas maluquices de psicólogos e de achar que o remédio faz efeito. Vi que tinha que mudar minha vida, eu, eu mesmo e Eu. Primeiro começa com o foda-se, todas as situações ruins e os desaforos, vc responde foda-se, com todas as letras. Depois retomar as rédeas da sua vida, Mas como fazer isso com akela falta de coragem que descrevi no começo (muitas vezes confundido com preguiça)? Não quero ser uma daquelas religiosas chatas, tenho horror à qualquer pessoa muito apegada a religião, mas pedi a Deus que me desse força, que afastasse essa angústia, essa “preguiça” e aos poucos dei passos bem pequenos. Mais tarde adicionei às minhas orações “que afastasse qualquer pessoa invejosa, que me deseja mal” depois que 3 pessoas muito espiritualizadas me disseram que eu era um para-raio de inveja, por conta do sucesso acadêmico e beleza (e elas nem sabiam tanto da minha vida assim). Pessoas fracas de espirito são muito afetadas por inveja, fato de qual descobri mais tarde ser compartilhado por várias religiões. E assim, me curei da depressão, pedindo pro além que me desse força pra levantar, que eu cuidava do resto. Retomei minha vida acadêmica, tenho um namorado (coisa que achei que jamais ia acontecer), pouco me importo com a opinião das pessoas, não aceito desaforos, bato de frente com pessoas e problemas, assim como fiz com a depressão. Sem remédios e sem psicologos. É claro que depressão deixa uma cicatriz muito grande, vc nunca mais vê as coisas com o entusiasmo que tinhas antes e continuo achando que o mundo é um lugar horrivelmente injusto. Mas como o nome do blog diz, a vida é simples, nós é que complicamos. É um pouco de orgulho recorrer a tantos remédios, ao invés de encarar os problemas de frente e as vezes recusar e até ridicularizar os lugares onde sempre tem muita gente disposta a ajudar, como igrejas, encontros em grupos, etc…

    1. Oi Beth, desculpa, mas acabei pegando para responder seu email por ter sido EU a pessoa próxima ao Marcelo que passou pela depressão. Li seu texto e parece que vc escreveu o texto de uma parte da minha vida! Tomei os remédios, fiz sessões, procurei todas as religiões que julguei necessárias e só sai quando eu mesmo percebi que tinha chegado muito fundo…. Tenho filhos lindos, um marido mais que especial, como vc deve ter percebido e mesmo assim nao via “motivos pra voltar”….
      Até que o tempo precioso passa e vc ve que ninguém tem o poder de te resgatar, a nao ser vc mesmo….
      Também tenho dias bons, outros ruins, mas agora me sino mais forte e resolvi assumir o controle da minha própria vida. Nao deixo mais nada, nem ninguém me machucar! Comecei a andar e ser feliz!!!!!! Simples assim…
      Então , Marcelo viveu de perto essa situação e começamos a ver a quantidade de pessoas que passavam por isso e acabavam se escondendo por vergonha de falar no assunto, de parecerem fracas e acabou colocando como tema no blog.
      Obrigada por permitir falar um pouco com vc.
      Um beijo grande,
      Danielle Maluf

  4. Eu acho que se parásemos de procurar a “felicidade” (locura moderna) de forma oca, não nos preocuparíamos tanto porque não a temos. Tambem não vejo porque os “deveres” tem que nos deprimir, aqui estão na lista dos depressores. Como o artigo disse no começo, temos que trocar os valores, sim temos, mas para aqueles que nos fazem sentir bem: cumprir o dever nos faz!!!

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