Lugares e Pessoas

Sugar Loaf – Mountain – Pão de Açúcar – Continua Lindo 100 anos.

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Hoje resolvi fazer um programa menos bairrista, não acho que bairrista seja o termo, na verdade um programa menos preguiçoso. Eu rezo para não ter que ir para muito longe, de preferência que não atravesse o túnel de São Conrado, muito menos ultrapasse a Ayrton Senna, que são as divisas, as entradas e saídas do bairro.

Desta vez não teve jeito, estou há muito tempo querendo voltar a Urca para mostrar para meus filhos, um cenário diferente. Eu tenho um projeto que nunca sai do papel, de levar meus filhos todos final de semana a um ponto turístico ou histórico diferente, mas sempre rola uma preguiça ou acabamos perdendo a hora mesmo, mas desta vez saiu melhor que a encomenda.

Destino, Praia Vermelha, no início iríamos somente dar uma volta na Urca e almoçar no clube militar, mas acabamos estendendo Já saímos tarde, quase 12:00 hrs, rumamos para o destino, após um certo trânsito, pois estavam com algumas ruas fechadas para área de lazer, parecia que tudo estava indo contra, mas persistimos, afinal somos brasileiros.

Chegando na Urca, não tinha vaga, somente na área restrita militar, ai sim tinha vaga e na sombra, resolvi que as coisas naquele momento virariam a nosso favor, encostei o carro na chancela, pedi a carteira da minha esposa e fui para o abraço, vaga na sombra e tudo, fui de carteirada mesmo, a partir daí tudo mudou, um visual incrível apesar de todo o divino estar na redondeza, o restaurante no Clube Militar era maravilhosos, R$ 44,00 o kilo, nem barato, nem caro demais, comida para todos os gostos, espaço amplo e música ambiente, ótimo!

Quando acabamos de comer dei a ideia:

– Que tal subirmos o Bondinho? Um dia lindo, já estamos aqui mesmo, além de que, nem a Carol nem o Gustavo conhecem!

Foi um coro unânime: ” Vamos”!

Ótimo, nos dirigimos ao mais famoso ponto turístico brasileiro, e a terceira maravilha do mundo. Uma fila pequena nos aguardava, parecíamos criança, o local super organizado, as instalações novas e aparentemente limpas.

Quando entramos no bondinho, achei que seria uma chocalho ambulante, mas que nada, subimos tranquilamente por 3 minutos contemplando umas das paisagens mais belas do mundo, nem as crianças estranharam

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No início o visual fica por conta das montanhas e vegetações, alem claro da Praia Vermelha, mas ao chegar lá em cima o cenário muda, é indescritível, até uma criança consegue boas fotos , pois onde você olha é uma pintura.

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Minha filha no início estranhou e abusou um pouco do colo, mas depois começou a abusar da sorte brincando de pega pega lá em cima, surto total dos pais.

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O primeiro morro é conhecido como Morro da Urca, lá acontecem eventos maravilhosos como shows, Réveillon e as famosas Noites cariocas das quais são realizadas festas com shows ao vivo de artistas como Kid Abelha, Preta Gil, Capital inicial, entre outros.

Para aproveitar este primeiro contato transcendental e harmonioso clima de paz nada como algo para refrescar.

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E após encher o tanque era hora de partir para nossa próxima escala, o Pão de Açúcar. Novamente um visual deslumbrante e mais uma subida tranquila, apesar do vento que havia começado. Lá existem algumas lojas e o espaço é menor que o Morro da Urca, embora também com espaço amplo, mas o visual superava minhas expectativas novamente.

Aproveitei que minha esposas e as crianças se esbaldavam nas lojas e me retirei um pouco para curtir sozinho aquele visual. No início você fica estupefato com tanta coisa linda, mas aos poucos parece que você esta em outra dimensão, a brisa fresca, as nuvens passando por você, tudo tão pequeno lá embaixo, tão insignificante, parece que as coisas começam a realmente ter a sua devida proporção, me arrisco inclusive a dizer que é um tapa na nossa cara: ” Acorda”, a vida é isso! ” Nossos problemas parecem distantes, a sensação de paz toma conta, parece aquela sensação que sentimos ao entrar em um templo ou uma igreja. Aquele momento parece transcender o tempo que conhecemos, você começa a ver a Praia de Copacabana de uma lado, o Aterro do Flamengo do outro, Niterói mais a frente. O Santos Dummond parece aeroporto de brinquedo, pequeno, na verdade parecem duas marcas de freada de caminhão no chão. Parece que tudo que conhecemos some, diminui, se transforma, assim como aqueles petroleiros de 100 metros, que passam como se fossem uns grãos na água.

Não vou me alongar, aconselho vocês a fazerem este passeio a qualquer momento, se quiserem limpar a cabeça façam o passeio, se quiserem passear com a família façam este passeio, vale a pena mesmo para quem já conhece, este é um templo para qualquer um que deseje se divertir. Fica a dica e algumas imagens.

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Ps: Não posso deixar de citar que por insistência das crianças fizemos um pitstop na Praia, parecia que estávamos todos ali, Leleco, Tufão, Suelen, isso mesmo Divino em peso, mas brincadeiras e culturas a parte foi maravilhosos, curtimos um por do sol comendo milho, churros, algodão doce e pipoca.

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É DIVINO

http://www.youtube.com/watch?v=frOJP2qVuqU&feature=plcp

 

“Marco da cidade

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O Pão de Açúcar, por sua forma de ogiva, pela localização privilegiada, pela presença na história da cidade, pelo original acesso ao seu cume, é um marco natural, histórico e turístico da cidade do Rio de Janeiro.
Marco natural, porque o pico do Pão de Açúcar está na entrada da Baía de Guanabara, sendo referência visual para os navegadores que, do mar ou do ar, o procuram por estar localizado na periferia da cidade.
Marco histórico, porque aos seus pés, Estácio de Sá, em 1º de março de 1565, fundou a Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. Estácio de Sá chegou ao Rio de Janeiro em 28 de fevereiro de 1565 e no dia 1º de março lançou os
fundamentos da cidade, entre os morros Cara de Cão e Pão de Açúcar, por ser local de mais fácil defesa. O local permitia, não só a observação de qualquer movimento de entrada e saída de embarcações da baía, como facultava a visão interna de todos os possíveis invasores.
Marco turístico, porque a inauguração do teleférico do Pão de Açúcar em 1912 projetou o nome do Brasil no exterior. O teleférico do Pão de Açúcar foi o primeiro instalado no Brasil e o terceiro no mundo, alavancando o desenvolvimento do turismo nacional. Não é à toa que é chamado de a Jóia Turística da Cidade Maravilhosa.

Origem do nome

Há várias versões históricas a respeito da origem do nome Pão de Açúcar. Segundo o historiador Vieira Fazenda, foram os portugueses que deram esse nome, pois durante o apogeu do cultivo da cana-de-açúcar no Brasil (século XVI e XVII), após a cana ser espremida e o caldo fervido e apurado, os blocos de açúcar eram colocados em uma forma de barro cônica para transportá-lo para a Europa, que era denominada pão de açúcar. A semelhança do penhasco carioca com aquela forma de barro teria originado o nome.
O penedo teve ao correr do tempo, cronologicamente, os seguintes nomes:
“Pau-nh-açuquã” da língua Tupi, dado pelos Tamoios, os primitivos habitantes da Baía de Guanabara, significando “morro alto, isolado e pontudo”; “Pot de beurre” dado pelos franceses invasores da primeira leva; “Pão de Sucar” dado pelos primeiros colonizadores portugueses; “Pot de Sucre” dado pelos franceses invasores da segunda leva. Ortograficamente, segundo a anterior ortografia da Língua Portuguesa, “Pão de Assucar”, era com ss.
O nome Pão de Açúcar generalizou-se, a partir da segunda metade do século XIX, quando o Rio de Janeiro recebeu as missões artísticas do desenhista e pintor alemão Johann Moritz Rugendas e do artista gráfico francês Jean Baptiste Debret que, em magníficos desenhos e gravuras, exaltaram a beleza do Pão de Açúcar.

Lendas

Como todo monumento antigo, o Pão de Açúcar também tem suas histórias lendárias.
Uma figura com 200 metros de extensão, que se pode observar na montanha do Pão de Açúcar , é a silhueta de um ancião chamado Guardião da Pedra.
Segundo uma versão lendária, esta figura seria São Pedro abraçando a pedra do Pão de Açúcar, que representaria a Igreja. Acima de sua cabeça pode-se observar um solidéu – barrete privativo dos bispos – e Pedro foi considerado o bispo dos bispos. A imagem também ostenta uma longa veste talar usada habitualmente pelos sacerdotes hierárquicos e São Pedro foi o primeiro chefe da Igreja de Cristo.
Às 11 horas podemos avistar uma sombra na cavidade da pedra, com cerca de 120 m de altura, formando a silhueta de um pássaro pernalta, chamado Íbis do Pão de Açúcar. Na mitologia egípcia há uma imagem da humanidade como um gigante deitado tendo aos pés, acorrentada, a Íbis, o pássaro sagrado do Egito.
Como o relevo carioca visto do oceano apresenta a silhueta montanhosa de um gigante deitado – onde o queixo é a Pedra da Gávea, o tronco é o Maciço da Tijuca e o pé é o Pão de Açúcar – nasceu a versão de que egípcios teriam estado no Rio de Janeiro muito antes do nascimento de Cristo e se inspirado no gigante deitado das montanhas cariocas para conceber a sua imagem mitológica. Nesse caso, teriam sido os antigos egípcios os primeiros turistas vindos ao Brasil”

Informações extraídas do Wikipédia e do site do bondinho.

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