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A gravidez e o Nascimento – Casos engraçados

A gravidez

“Um bebê expressa a opinião de Deus de que a vida deve continuar.”(Carl Sandburg)

Acho que chegou a pizza, puxa uma cadeira ali, acho que já veio cortada “a francesa”, pode se servir.

Pois bem, estava te contando sobre minha viagem, foi muito bom, mas engraçado mesmo foi a gravidez e o dia do nascimento dos meus filhos, passei um sufoco! Tem certeza que quer saber?

Após dois meses de namoro, noivado, ou seja lá como podíamos chamar nosso relacionamento, pois era tão intenso que nem paramos para definir um rótulo para ele, descobrimos que ela estava grávida. E para contar para meu sogro? Foi um suplício, na minha cabeça só vinham imagens das espadas, bazucas e armas,ficava imaginando qual ele usaria para me mandar embora.

Acabou sendo tudo melhor que eu imaginava, nossos pais nos acolheram depois de algumas quedas de braços, tabus vencidos e longos sermões.

Ao passar a euforia inicial começaram as dúvidas, mas entre elas a do bem estar da minha esposa e do bebê foram as que tomaram conta da minha cabeça. A primeira providência foi marcar a consulta da minha esposa e começar as pesquisas na internet sobre o assunto (gravidez). Encontrei diversos sites falando sobre formação do feto e a importância da alimentação durante a gravidez. Dentro das informações que selecionei a que mais nos ajudou, foi que a grávida precisa tomar ACIDO FOLICO, pois ajuda na formação do bebê nos primeiros meses. Montei um estoque.

Após a consulta e alguns exames descobrimos que minha esposa possuía útero bicorno, isso mesmo este nome ridículo e engraçado nada mais é que uma formação do útero diferente, em formato de “dois chifres”, em vez de parecer uma pera de cabeça para baixo, o útero parece mais um coração, com um recorte na parte superior central.

O bebê fica com menos espaço para crescer do que num útero normal além de a placenta ter menos chance de se estabelecer podendo descolar e causar um aborto.

Já viu, este negócio de bicorno me apavorou, pois trabalhando distante e ela sozinha na casa da mãe, como ficariam? De qualquer maneira ela começou a tomar o tal de ácido fólico, muito liquido e alimentação mais rígida, sem fritura, ou tanto doce e assistindo TV ou lendo o dia inteiro.

Quando minha esposa atingiu três meses de gravidez e meu filhote começou a crescer, a placenta começou a descolar devido ao tal do bicorno. Corremos no medico, ela precisava de repouso e precisava ficar com as pernas para cima.

Nos primeiros dias ela ficou em repouso, depois disso começou a andar mais, levantar, andar e cozinhar, a consequência disso foi uma recaída.

A solução era alguém ficar com ela, mas com quem? Só tinha uma opção, eu! Abandonei o trabalho sem pestanejar e mudei de mala e cuia para minha sogra e lá fiquei até ela completar seis meses e sair da gravidez de risco

Após este período já estava empregado novamente e a gravidez já estava seguindo seu curso normal.

Os três primeiros meses ela quase precisou andar com um “balde do vômito”, pois ela não podia sentir cheiro de nada que enjoava. Para passar o enjoo ela recorria ao gelo, isso mesmo, ela chupava pedra de gelo.

Estes enjoos são explicados por alguns ginecologistas:

”É muito comum sentir desconfortos no começo da gestação, principalmente enjoos fortes. E eles estão ligados ao hormônio HCG, que ajuda os ovários a produzir progesterona e estrógeno durante o primeiro trimestre. Segundo Edílson Ogeda, ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade Samaritano, cerca de 60% das mulheres sofrem de enjoos durante os nove meses.”

Da revista Crescer (http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer)

Agora o engraçado foram os desejos que ela tinha, era sorvete e aipim frito, era sorvete de goiaba e por ai vai, sem falar nos malditos sanduítos, que nada mais eram que aqueles sanduíches naturais vendidos em lojas de conveniência.

Estes desejos são explicados por especialistas, são muitos os motivos que geram a vontade por comidas estranhas. A maioria das vontades tem como causa, fatores hormonais. As alterações dos hormônios, que no início causam o enjoo podem desencadear os desejos esquisitos. Os hormônios prolactina e progesterona são os maiores responsáveis pela alteração do apetite e a mudança do ph da boca, levando a grávida a comer alimentos que antes não gostava, não mais comer suas comidas preferidas ou mesmo os alimentos com sabores estranhos. Que coisa doida! Tive que me transformar em um especialista.
Os verdadeiros especialistas relatam que: “… carências nutricionais levam o cérebro da gestante a procurar alimentos que contenham os nutrientes que possam estar em falta no organismo da mulher e que o bebê que está se formando pode precisar para seu pleno desenvolvimento. Por isso das misturas estranhas protagonizadas pelas gestantes”.

(http://guiadobebe.uol.com.br/desejos-alimentares- de-uma-mulher-gravida/)

O Nascimento

Juntamos as “tralhas” da maternidade (mala de plástico branca lotada de roupas de tricô, crochê, conjuntinhos, “pagãozinho”, fralda, chupeta, chinelo de pom pom, nécessaire), eram 5 da manhã e lá estávamos nós, indo para a maternidade em Laranjeiras, que fica ha 40 KM da minha casa , era o grande dia, mais uma etapa que ia ser iniciada.

Chegando lá nos acomodamos em um quarto bacana com sofá cama, TV, banheiro, tudo bem arrumado, mas sem muito luxo.

Aguardamos o Ginecologista e sua equipe para a preparação. Neste momento eu ainda não havia decidido se iria assistir o parto, pois sou medroso, sangue não é minha praia. A principio minha irmã iria acompanhar minha esposa, já que ela trabalha na área médica, podendo dar mais tranquilidade na hora do nascimento.

Quando chegou o anestesista, ele começou a explicar os tipos de anestesia. A anestesia peridural é feita no espaço peridural, ou seja, entre a duramater e aracnoide (estruturas que recobrem a medula), já a raque é feita no espaço raquidiano, já no fim da coluna. Não existe uma melhor que a outra, cada uma tem uma aplicação e só devem ser realizadas por anestesistas (os caras fazem seis anos de faculdade mais três anos de especialização). As duas são bastante seguras. A quantidade de anestésico não têm relação com o tipo de anestesia e sim o local onde o anestésico é injetado.

Neste momento minhas pernas fraquejaram, como eu era um covarde! A minha princesa ali, prestes a ser furada, enfrentando tudo como um homem e eu quase desmaiando na explicação. Eu tinha que tomar uma atitude! Eu vou entrar com você minha rainha! Eu disse em voz alta, parecia um doido, todos me olharam e ai sim começaram a ficar preocupados
Eles acharam que eu estava nervoso demais e poderia atrapalhar. Atrapalhar? Eu sou o pai, preciso estar ali!

Decidido então que eu entraria, me indicaram o local onde deveria ir para trocar de roupas, enquanto minha esposa esperava o efeito da anestesia.

Nesta hora, começaram os problemas.
Entrei em uma sala, com armários do tipo vestiário de basquete, só que com “uniformes de médicos”, tocas e máscaras. Achei estranho não ter ninguém para ajudar ou explicar como vestir aquele monte de roupas. O armário servia para deixar meus pertences e levar a chave, mas em que bolso? Aquela calça de capoeira tamanho GG, que mais parecia um saco de batata, não tinha bolsos. Alem disso, a calça era muito estranha, possuía um cordão que saia da costura, cujo tamanho era duas vezes a minha circunferência, acabei dando um nó.

Dei um jeito de prender a chave no cordão da calça, mas só Deus sabe como iria tirar aquela chave e a calça depois. A camisa foi à parte mais fácil, coloquei e pronto, mas e agora? Como faria com a toca e a máscara? A toca era só amarrar com um laço atrás da cabeça mas o meu nervosismo só permitiu um nó duplo de marinheiro.

Enquanto eu analisava como prender o ultimo item da minha vestimenta médica, entrou um senhor, que vendo minha dificuldade, se ofereceu para ajudar a amarrar a bendita mascara. Ele prendeu tão forte a cordinha da mascará que eu fiquei sufocado, mas como já estava atrasado, só estavam me esperando já, eu tive que sair assim mesmo.

Chegando à sala vi minha esposa paradinha, deitada com aquelas luzes e aquele pano azul na altura da sua barriga. Naquele estagio, sufocado com a máscara, a calça com duas voltas de cordão apertando a barriga e a chave me espetando, eu comecei a ter vertigens. Agarrei a mão da minha esposa, sentei a seu lado e disse: Amor estou aqui, fique tranquila! (Ela sem saber que eu estava quase desmaiando e precisava que ela me passasse segurança!).

Após aquele inicio, ao lado dela, mais calmo, entramos numa sintonia, parecia que Deus estava ali olhando por nós três. Tudo correu na perfeita normalidade, o silêncio só foi quebrado ao ouvirmos um choro, meu coração quase explodiu, começamos a chorar freneticamente, uma carga de emoção tinha atravessado todo nosso corpo. O médico veio ao nosso lado e nos mostrou a criança mais linda do mundo e naquele momento, um ciclo se fechava e outro se iniciava, por mais que as pessoas tentem descrever aquele momento, é impossível.

Quem ainda não é pai ou mãe precisa saber como é maravilhoso formar uma família.

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